«Espectros de Batepá. Memórias e narrativas do “Massacre de 1953” em São Tomé e Príncipe»

Sinopse

O massacre de 1953 em São Tomé e Príncipe é, em Espectros de Batepá, encarado não apenas como um evento histórico, mas como um evento cuja dimensão simbólica necessita de ser trazida para o centro da investigação.

O ponto de partida do livro assenta, assim, na convicção de que, na impossibilidade de aceder totalmente ao que constituiu a experiência do massacre, é através da imaginação e das representações que se podem contar múltiplas memórias do evento, algumas que legitimam as narrativas públicas e/ou oficiais – ou que delas se aproximam através de versões seletivas do passado -, e outras que fazem parte de um processo mais inclusivo, em que se criam espaços discursivos, simbólicos e políticos que permitem articular memórias não-dominantes sobre os referidos acontecimentos.

Estas linhas de narração e de interpretação do passado comportam, naturalmente, diversos silêncios e ausências que, neste caso, se vão manifestar simbólica ou literalmente através da figura do espectro. O que é que os espectros contam sobre as memórias de Batepá e sobre o colonialismo português nas ilhas? O que é que revelam sobre as relações de poder e sobre a sociedade colonial? O que é que os espectros dizem sobre identidades sociais e grupos marginalizados no arquipélago? Quem escreve o massacre e quem o comemora? Como são desenhados Portugal e São Tomé e Príncipe nestas representações? Estas são algumas das questões a que o presente livro procura responder.

Fonte: «Espectros de Batepá. Memórias e narrativas do “Massacre de 1953” em São Tomé e Príncipe» de Inês Nascimento Rodrigues

Article written by Carlos Ferreira

Formador em TI, criou a WEBNUCLEO, uma micro empresa com perfil de consultora na área da gestão e publicação de conteúdos web. Acumula experiência e conhecimento na implementação de soluções com plataformas como o WordPress, Joomla, Open Journal System e Open Monograph Press.

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